quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Coleccionar é diferente de acumular?

Sim e não. Tecnicamente são coisas distintas mas depende muito do coleccionador. Na verdade, coleccionar e acumular podem ser dois conceitos de uma mesma escala que vai da acumulação no seu estado mais puro à mais meticulosa das colecções. No mundo real - e abstraindo-nos dos casos de acumulação patológica - existem pessoas que se limitam a acumular objectos, tanto quanto a sua capacidade económica o permite. Compram pela simples necessidade de terem mais aquele exemplar, sem outro critério que presida à compra. Muitas vezes este acumular nota-se na forma como a colecção está organizada: sem um fio condutor, apenas uma grande quantidade de objectos juntos.

 Amontoado de canetas numa caixa

No outro extremo da escala, existem os coleccionadores que tratam as suas colecções como se de colecções de museu se tratassem. Encontramos estas colecções extremamente organizadas por um critério que se aplica escrupulosamente a cada um dos objectos que as constituem, com todos os elementos em perfeito estado de conservação e limpeza e profusamente documentados com datas, locais e preços de aquisição e, por vezes, acompanhados de enquadramento histórico da marca ou do modelo.
Entre um extremo e o ouro encontra-se a maior parte dos coleccionadores: aqueles que procuram e adquirem novas peças mas com algum critério, que tentam saber mais informação sobre os seus objectos embora possam não a ter compilada exaustivamente.

Parte de colecção de canetas na gaveta de um expositor

Um coleccionador é-o por gosto; por gostar dos seus objectos de escrita tê-los-á minimamente organizados, conservados e documentados. Nem que seja apenas para usufruir em pleno do prazer da contemplação da sua colecção.

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