terça-feira, 10 de maio de 2016

Molin - Materiais de Desenho de Mário Lino

Hoje o Objectos de Escrita regressa à colaboração com José João Peixoto Moura para a escrita de textos sobre as marcas portuguesas de objectos de escrita e vai abordar a reconhecida marca Molin.


Por serem escassas as informações, fotografias e quaisquer outros materiais sobre estas marcas de objectos de escrita pedimos aos nossos leitores que nos enviem toda a informação que possam ter sobre este assunto e que queiram partilhar connosco e com o nosso autor convidado para objectosdeescrita@gmail.com. O Objectos de Escrita garantirá o reencaminhamento de qualquer informação, documento ou material para o autor dos textos para que este possa continuar o seu valioso trabalho de pesquisa e documentação da história dos objectos de escrita nacionais.



Molin - Materiais de Desenho de Mário Lino, S.A. Fundada no ano de 1948, em Canelas - Gaia.


A origem desta empresa deveu-se à dificuldade na época em adquirir artigos para desenho, escrita e de escritório para venda, devido às dificuldades em as obter no após 2ª Grande Guerra. Assim, a Molin começou por fabricar artigos em madeira como réguas, esquadros entre outros artigos que eram comercializados a preços bastante acessíveis, o que promoveu bastante a marca. Por volta de 1965 inicia a produção de artigos mais relacionados com a escrita como esferográficas, canetas, lápis de cor, marcadores, etc.



A Molin era a única marca que em 1980 produzia 100 marcadores de diferentes cores e já comercializava os seus produtos para três continentes e continuava em expansão chegando, no seu auge, a empregar cerca de 165 trabalhadores.




Após um período económico menos fácil, a Molin foi declarada falida em 2001. Houve interesse por parte de outras empresas em comprar a marca e a posse das patentes que detinha, mas tal nunca aconteceu.




Ainda hoje se produz e comercializa diversos artigos utilizando a marca MOLIN em Portugal, Espanha e no Brasil.


A informação constante neste artigo foi-nos enviada por José João Peixoto Moura.

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